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Disfunções Sexuais Masculinas

Terminologia utilizada cientificamente para definir problemas ligados ao distúrbio da libido (energia sexual) como falta de desejo de realizar o ato; distúrbios do orgasmo (anorgasmia – falta de orgasmo), ejaculação precoce, impotência seletiva ou permanente.

Impotência

Usado vulgarmente para definir a dificuldade de manter ou obter uma ereção, satisfatória para a realização do ato sexual, o termo, é impróprio no sentido médico, embora seja perfeito no sentido psicológico, pois fala do sentimento de "não ter poder", sentimento comum ao homem com este problema.

Distúrbios Físicos

Os principais distúrbios físicos são ligados a:
Hipertensão: que provoca um "afrouxamento" nos vasos, que irrigam o pênis, pelo excesso de vasodilatação, impedindo assim o bom funcionamento das válvulas que fecham a entrada dos vasos do pênis para impedir o retorno sangüíneo.
Diabetes: que pode provocar lesões neurológicas nos terminais nervosos do pênis.
Doenças degenerativas: das estruturas penianas (corpos cavernosos e esponjosos), dentre elas a mais conhecida é a Doença de Peyronie, que provoca o endurecimento de certas áreas do pênis, entortando-o para cima, para baixo ou para os lados.

Distúrbios Psíquicos

Os fatores psíquicos que podem afetar o funcionamento sexual satisfatório estão ligados a problemas na educação, na infância, relação com os pais, traumas psicológicos, primeiras relações, educação sexual, momentos de crise ou de grandes mudanças, bem como doenças que vão desde os distúrbios do humor (distimias) até a depressão, neuroses, psicoses, toxicomanias, abuso de álcool e fumo.

Distúrbios Psicossomáticos

Embora o termo Psicossomática seja mais usado no âmbito médico, em algumas Escolas Psicológicas (principalmente as Escolas Humanistas), ele expressa não apenas uma interligação entre corpo e mente, mas a unidade corpo-mente, na qual o sintoma é a expressão física de uma dor emocional. Os principais distúrbios psicossomáticos da sexualidade estão relacionados quer à ejaculação precoce quer à impotência psicogênica permanente ou seletiva.

Auto – estima

A auto-estima pode ser definida como o sentimento que se tem ligado a auto-imagem. O termo foi bastante vulgarizado, pois infelizmente, o seu uso não previa a deficiência do conceito de imagem de si. Quando bebê, a criança desenvolve seu auto – conceito a partir da relação com a mãe, e à medida em que esta relação se processa com cuidados e desenvolvimento do afetos, a criança começa a perceber na mãe a importância que ela tem como pessoa, desenvolvendo uma imagem segura de si mesma. Como um espelho, a mãe reflete para a criança o que sente a seu respeito e o bebê apreende essa imagem e funciona na vida a partir dela. É por isto que muitas vezes o que a pessoa pensa de si mesmo é muito diferente do que apregoa ou do que as pessoas do seu ambiente percebem dela.

Depressão

Doença que provoca a perda do sentido da vida, da alegria, e que conduz ao isolamento, tristeza profunda ( quase sempre sem razão de ser), podendo, no extremo, levar ao suicídio. Hoje muitas pessoas sofrem desse mal em escalas variadas, desde um profundo mau humor, até seus aspectos mais graves (dificuldade para sair de casa ou isolamento, chegando inclusive à Síndrome do Pânico), muitas delas sem perceberem que têm o problema. A variação é tão grande que já se adotou o termo genérico " distimias" para englobar os diversos tipos de depressão.

"Stress"

Força ou influência desagradável, tensão, pressão. (Dic. Michaelis). Vulgarmente o termo passou a significar o estado em que o indivíduo se encontra esgotado por força das pressões externas e do excesso de esforço pessoal físico e ou psicológico.

"Soluções Maravilhosas"

Chamamos ironicamente de "soluções maravilhosas" aquelas apresentadas espetacularmente, nos meios de comunicação como soluções definitivas para o problema, sem levar em conta exames, diagnóstico e a pessoa em si. Estas soluções vão desde os remédios ditos "afrodisíacos", até ungüentos e pomadas, passando por anéis, magnetos, pedras , instrumentos variados ou alimentos e porções preparadas de modo mais ou menos "mágico" e supersticioso. Entre elas, podem-se também incluir os amuletos, benzeduras, e rituais para "entidades" protetoras da sexualidade. Todos, naturalmente, frustrantes ao fim de um esforço grande para resolver o problema.

Impotência Feminina

Não existe. O que erroneamente recebe esse nome na mulher é a dificuldade para atingir o orgasmo. Ou seja ela pode ter o desejo sexual (algumas, inclusive, não o sentem, principalmente por problemas ligados à repressão) e por sua vez não atinge o prazer no ato. A mulher possui na entrada da vagina, entre os pequenos lábios um pequeno órgão (clitóris) que é semelhante a um botão e que em algumas pode ser um pouco mais desenvolvido, com a aparência de um pequeno pênis cheio de terminações nervosas, que quando estimulado com o toque leva ao prazer sexual. O clitóris e as paredes da vagina são as principais zonas erógenas da mulher. O que pode acontecer é que por um distúrbio físico ou, na maioria das vezes, psíquico a mulher seja incapaz de excitar-se e chegar ao orgasmo mesmo com a estimulação das zonas erógenas ou então falte-lhe o desejo de fazer sexo (distúrbio da libido). As causas de ambos são diversas e devem sempre ser analisadas por especialista médicos e psicólogos.

Distúrbio do Orgasmo ou da Libido

O principal distúrbio do Orgasmo é a anorgasmia, que pode acometer tanto homens quanto mulheres. A anorgasmia é a falta de prazer sexual durante o ato. Em muitas mulheres freqüentemente é acompanhado de dor, por um a excessiva contração da musculatura vaginal, muitas vezes até impedindo a penetração. Geralmente tem causas psicológicas, que devem ser pesquisadas e tratadas por profissional habilitado. O principal distúrbio da libido (energia do psiquismo e da sexualidade) , é a ausência de desejo para realizar o ato sexual. Tanto homens como mulheres podem ser acometidos deste distúrbio. Em estados depressivos, nas distimias, vamos encontrar com facilidade este problema. Nas personalidades perversas e nas psicopatias é comum encontrar uma exacerbação do desejo.

Hoje já existe tratamento inclusive para dependência sexual, igualando-a com a dependência química (drogas e álcool).

Ejaculação Precoce

Muitos tratamentos foram usados para combater este distúrbio, do ponto de vista físico. A neurectomia ( insensibilização dos terminais nervosos da glande), anestésicos tópicos, e até mesmo ansiolíticos. Geralmente estes tratamentos são insuficientes, pois abordam o problema apenas do ponto de vista físico. A ejaculação precoce tem uma origem psíquica cuja estrutura é bem mais complexa do que a da impotência. Ela é apenas (do ponto de vista psicológico) uma ansiedade exacerbada (um efeito) de causas bastante complexas, as quais precisam ser analisadas profundamente caso a caso, para se construir perfis que sejam capazes de orientar o tratamento de forma eficiente. Algumas vezes o psicólogo precisa lançar mão do auxílio psiquiátrico, principalmente no que concerne a medicação adequada. A psicoterapia é indispensável.

Ansiedade

Mal estar ao mesmo tempo psíquico e físico, caracterizado por temor difuso, sentimento de insegurança, desgraça iminente. (Seg. Dic. De Psicologia de H. Piéron - Ed. Globo – Porto Alegre). No entanto , gosto de fazer uma diferença entre a ansiedade comum , por exemplo, esperar por alguém que vai chegar, e uma ansiedade de ordem intra psíquica, cuja origem não está na consciência. O estado ansioso leva muitas vezes ao mau funcionamento da mente e do corpo.

Psicólogo

Profissional graduado em Curso de Psicologia. A Psicologia abrange diversas áreas: Psicologia Escolar, que trata dos problemas da educação; Psicologia Empresarial, que trata do recrutamento, seleção e acompanhamento do trabalhador na empresa; Psicologia Social, que trata dos problemas sociais e tem como principal ramo a Psicologia Comunitária, que atua na comunidade, junto ao assistente social, ao sociólogo e ao antropólogo. Psicologia Clínica, que trabalha os problemas do indivíduo, principalmente nos aspectos psicopatológicos, seja em grupo ou individualmente; cujos instrumentos são o psicodiagnóstico, o aconselhamento e a psicoterapia, individual, de casais ou de grupos. Ainda no ramo da Clínica, no Brasil desponta uma área extremamente importante, a Psicologia Hospitalar, ligada ao trabalho com pacientes hospitalizados, sua família e todo o arsenal médico e paramédico que o acompanha. Nas Universidades, desenvolve-se a Psicologia Experimental, e a Metodologia da Pesquisa Psicológica, que se preocupa com a Psicologia no que concerne ao desenvolvimento de novas teorias, seja na Clínica, no desenvolvimento infantil, ou nos laboratórios experimentais.

No que concerne á Psicologia Clínica, principalmente a psicoterapia, acho-a indispensável no acompanhamento dos problemas da sexualidade. É preciso de uma vez por todas acabar com a idéia preconceituosa de que psicoterapia é apenas para doentes mentais graves. A psicoterapia é uma excelente instrumento, e não pode ser utilizada apenas no âmbito psiquiátrico. Ela foi desenvolvida, para quem não quer ficar doente.

Impotência Seletiva

A impotência seletiva é um distúrbio que ocorre de forma intermitente ( algumas vezes, com alguns parceiros, ou sob certas condições), o que indica claramente sua origem psíquica, de uma vez que os problemas físicos são permanentes. Um exemplo que gosto de dar é que quando alguém esta impedido de andar pela manhã pelo fato de ter quebrado a perna, também não poderá andar à noite ou jogar futebol à tarde. Se alguém está impotente por problemas físicos, estas dificuldades se manterão sempre, até que sejam tratadas. Gosto de salientar que a impotência seletiva não é doença, é sintoma de algo em algum lugar dentro de nós esta indo mal. Vale sempre lembrar que impotência tem cura, sempre.

Impotência Vasculogênica

A impotência vasculogênica, como o nome define é aquela que tem sua origem em problemas vasculares (nos vasos que irrigam o pênis). O pênis possui estruturas muito delicadas, como os corpos cavernosos e esponjosos, que são irrigados pelas artérias que conduzem o sangue até eles, provocando a ereção. Um delicado e eficiente sistema de válvulas impede o retorno venoso, mantendo assim a ereção. Quando há um "afrouxamento" nestas válvulas, o retorno ocorre e a ereção não se mantém. Algumas doenças podem provocar a este tipo de impotência: a hipertensão, e o diabetes. Temos também doenças que afetam o corpo cavernoso, calcificando-o e impedindo a sua expansão: a Doença de Peyronie. Neste caso o pênis forma uma curvatura principalmente na tentativa de uma ereção.

Impotência Psicogênica

A Impotência Psicogênica, como o nome traduz, tem sua gênese (origem) no psiquismo. Geralmente está associada a problemas psíquicos tais como traumas ( que podem ser situações lembradas ou não), que podem estar associados à infância, rigidez na educação, relacionamento com pais (casal parental), primeiras relações sexuais, problemas ligados à culpa, entre elas a masturbação. É necessário que se faça uma avaliação onde é descartada a possibilidade de problemas físicos, entrevista com o psicólogo habilitado a trabalhar com o andrologista, para um diagnóstico seguro e preciso. Nestes casos o acompanhamento psicoterápico é imprescindível. Mesmo na impotência vasculogênica o psicólogo tem importante papel, de uma vez que o indivíduo fica traumatizado com as constantes falhas no ato. Costumo dizer que nas disfunções sexuais, nem tudo é psicológico mas o psiquismo está em tudo.

Traumas Psíquicos

"... a causa ativa da doença não é a lesão corporal insignificante, mas o afeto do susto – o trauma psíquico.(...) Nossas pesquisas tem demostrado que o que chamamos de fenômenos ou sintomas de uma neurose, são as conseqüências de certas experiências e impressões , que por esta razão reconhecemos serem traumas etiológicos. (...) todos os traumas pertencem ao princípio da infância, ao período até os cinco anos de idade. Especialmente interessante são as impressões da fase em que a criança começa a falar. O período entre os dois e os quatro anos é o mais importante..." (Dicionário de termos de psicanálise de Freud – Ed. Globo – Porto Alegre.

Andrologia

Especialidade da Urologia (ramo da medicina que trata do aparelho urinário, independente do gênero sexual), que trata dos problemas do aparelho genital masculino, bem como da próstata (principalmente prevenção do câncer prostático e protatite), bem como das disfunções sexuais masculinas. Na mulher, o aparelho genital é separado do aparelho urinário; daí ela necessitar do urologista, para os problemas do aparelho urinário ( rins, bexiga, ureter e uretra ) e do ginecologista , que trata do aparelho genital (Útero, trompas ovários, vagina e vulva). No homem o aparelho urinário e o genital aparentemente se confundem, pois a uretra que serve para a emissão de urina também serve para a emissão do esperma. No entanto eles funcionam separadamente; daí a dificuldade que o homem tem para urinar quando esta em ereção e vice-versa.

Exames

Os principais exames utilizados no diagnóstico das disfunções sexuais são: Ultra-sonografia, raios-x e exames de sangue, principalmente para observar hormônios e glicose. Usa-se também a doplerfluxometria (exame específico para observar o fluxo do sangue nos vasos penianos). O psicólogo acompanha estes resultados, junto ao médico e ao paciente, observando e acompanhando todo o tratamento, oferecendo o apoio necessário para o paciente. A avaliação psicológica se faz e é discutido com o médico o tipo de acompanhamento que será feito.

Hormônios

Substâncias químicas produzidas pelo próprio corpo, que regulam a grande maioria das funções corporais, desde o crescimento, até a sexualidade. A principal glândula é a hipófise, que a partir de comandos do cérebro regula todas as outras glândulas e com elas a vida do indivíduo. Os exames de hormônios, diagnosticam dificuldades nestas funções e nas glândulas que as regulam.

Acompanhamento psicoterápico

Conhecido como terapia (tratamento) ou psicoterapia, o acompanhamento psicoterápico é indispensável nas disfunções sexuais sejam elas de qualquer etiologia. Mesmo na impotência vasculogênica ( de ordem física) o indivíduo desenvolve um medo muito forte de manter relações sexuais, e muitas vezes do próprio par. Cabe ao psicólogo acompanhar o tratamento, seja com informações a respeito do funcionamento psíquico no ato sexual e na sexualidade, seja no acompanhamento do casal (informacional ou terapêutico) ou na psicoterapia, de casal, de grupo ou individual. Mais uma vez vale lembrar que a psicoterapia é feita para quem não quer adoecer, como prevenção (é o ideal, mas que infelizmente só é usada com o problema já instalado (como tratamento do que poderia ser evitado).

A psicoterapia deve ser feita com psicólogo ou psicanalista habilitado, registrados nos seus respectivos conselhos e com formação técnica para lidar com o problema. O psicólogo não é médico (embora haja médicos formados também em Psicologia e vice versa), ou com Formação Psicanalítica, que são cursos especiais que habilitam o médico e o psicólogo para fazerem psicoterapia ou análise.

Psicólogos que utilizam técnicas adivinhatórias ou místicas ou técnicas chamadas de regressão de memória, segundo resolução do Conselho Federal de Psicologia, podem até faze-lo, deixando bem claro ao cliente que isto não é Psicologia.

Como em todas as profissões, é preciso ter cuidado com o profissional que se escolhe. Procurar informações, pessoas que tenham sido tratados, ou mesmo os Conselhos Federais pode ser preciso para garantir um atendimento correto e eficiente.


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