Impotência Sexual

A Disfunção Sexual Masculina, vulgarmente chamada de Impotência é um dos principais distúrbios da ereção, assustando homens do mundo inteiro, em qualquer idade. Vamos adotar para esse texto o termo mais popular: impotência. A Impotência Sexual Masculina pode ter origem em:

Problemas físicos

Distúrbios psíquicos

Causas Psicossomáticas (do corpo e da psique).

Estes fatores podem aparecer separadamente ou mesclados entre si, variando de acordo com a origem familiar, a idade, a profissão, a cultura e até mesmo o nível social e a situação momentânea do indivíduo no aspecto financeiro (costumo dizer que a cada "pacote econômico" a fila de espera no consultório aumenta, principalmente a dos executivos da área financeira).

Tenho observado que as profissões que aparecem mais ligadas ao dinheiro e sua movimentação ( economistas, empresários, banqueiros e bancários) parecem mais sensíveis aos distúrbios da ereção. Provavelmente por apresentarem problemas de auto-estima ou depressão que os levam a supervalorizarem ou tentarem reconhecer-se apenas pelo status financeiro que ostentam. Outros profissionais também aparecem com destaque, seja pelo aspecto stress, ou pelo endurecimento emocional a que são submetidos em seu treinamento (por exemplo, militares, médicos e engenheiros). Mas em todos os casos é necessário que se faça um diagnóstico sério e preciso. E isto não é muito fácil, principalmente no campo da seriedade, de uma vez que o "mercado" apresenta inúmeras "soluções maravilhosas" para um problema difícil (que muitas vezes não precisa ser grave) para pessoas desesperadas que se submetem a absurdos na tentativa de encontrar solução. Daí a importância de conhecer o problema de forma simples, para não ser apanhado nas redes dos "vendedores de ilusão".

A impotência Sexual Masculina (adotamos esta diferença pelo fato de estes termos serem de uso comum e porque muita gente fala da "impotência feminina", quando na verdade esta falando de distúrbio do orgasmo ou da libido – no sentido de desejo sexual), pode, como já dissemos, ter origem física, psíquica ou pode apresentar os dois aspectos, uma vez que o homem com problemas físicos pode vir a apresentar distúrbios psíquicos, ou tendo distúrbios psíquicos pode vir a apresentar problemas físicos no futuro. Exemplo disto é a ejaculação precoce, que ao meu ver é um distúrbio da ansiedade exacerbada, cujo tratamento psicológico é essencial, exigindo ou não o acompanhamento médico, seja do andrologista ou do psiquiatra ao lado do psicólogo, e que requer uma prevenção e acompanhamento, antes que se transforme num distúrbio da ereção – as chamadas falhas ou ainda em impotência seletiva ou permanente.

Na impotência vasculogênica, temos distúrbios da ereção provocados por problemas no sistema de vasos que irrigam o pênis. Estes distúrbios podem ser ligados ao uso de certos remédios para a pressão alta, pela própria hipertensão ou ainda por conseqüência do diabetes. O que não quer dizer que todo diabético e ou hipertenso tenha que ficar impotente ou deixe de tomar os remédios específicos por conta da impotência. É necessário que se faça urgentemente o diagnóstico e a prevenção para, se necessário, conduzir o tratamento de forma adequada.

A impotência psicogênica, tem origens nos aspectos emocionais do homem, sua história de vida, seus traumas psíquicos e sua situação do momento. O tratamento correto do ponto de vista médico, começa com o diagnóstico seguro, feito pelo andrologista (médico especializado no acompanhamento das disfunções sexuais - geralmente urologista com especialização em andrologia), que pesquisa além da história de doenças físicas do homem, suas origens familiares, acompanhando-o também na pesquisa da saúde dos seus vasos penianos com exames sofisticados, porém bastante simples, e com pesquisa de hormônios.

Ao mesmo tempo em que se submete ao exame físico para descobrir ou descartar problemas físicos, o ideal é que o paciente seja acompanhado por psicólogo especializado e familiarizado com os procedimentos do andrologista, para que possa ser visto nos aspectos emocionais e no sofrimento que acarreta a disfunção sexual, seja ela qual for.

Uma vez diagnosticado o problema, médico e psicólogo juntos discutem o acompanhamento e iniciam o trabalho, que para o psicólogo pode ir da simples informação e esclarecimento do homem, passando pela orientação ao seu par, até o acompanhamento psicoterápico, aliado ou não ao tratamento médico.

Em qualquer dos casos é indispensável o acompanhamento psicológico, seja no aspecto informacional (caso a caso) seja na psicoterapia individual.

É preciso que o médico esteja familiarizado com o trabalho do psicólogo, e este com o do médico, o que facilita para ambos a interação e a satisfação dos objetivos do paciente. É de suma importância que o homem seja informado a respeito do trabalho do psicólogo, para de uma vez por todas acabarmos com a idéia de que quem precisa de psicólogo é doente mental grave. O acompanhamento psicológico é para quem não quer ficar doente, principalmente tendo que lidar com o terrível sofrimento da impotência, da ejaculação precoce e até mesmo com a incompreensão que isto provoca no seu par sexual.

O arsenal de tratamento disponível pode ser encontrado nas mais conceituadas clínicas especializadas do Brasil, algumas já conveniadas aos melhores planos de saúde. Infelizmente o acompanhamento psicológico, na maioria das vezes, não é pago pelos convênios, que quando o fazem é de forma irrisória, com número de consultas limitadas, impossibilitando o cumprimento do tempo da consulta que deve ser de no mínimo 40 minutos, diferente de alguns atendimentos médicos que levam no máximo 10 minutos. Isto afasta a possibilidade de profissionais tão especializados poderem trabalhar em uma área que exige investimentos financeiros altos (livros e textos estrangeiros, formação e supervisão e a própria análise do psicoterapêuta, que precisa de autoconhecimento profundo e estabilidade emocional, uma vez que o acompanhamento de pessoas com problemas sexuais, mesmo os mais simples, exige muito do psicólogo). No entanto, é necessário que o homem tome consciência da necessidade deste acompanhamento, para restabelecer sua saúde física e psíquica, principalmente em uma sociedade que preconiza a loucura como rebeldia e a libertinagem como forma de liberdade sexual, desconhecendo os aspectos psicológicos, principalmente os conceitos de saúde mental.

 

Marise Morais e Silva Santos


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